Sabes, por mais que gostasse de te ter perto de mim, sei que não seria bom.
Aliás! Obvio que seria maravilhoso, mas perigoso. Sinto que se te tivesse mais perto, se pudesse falar contigo todos os dias e respirar cada palavra tua, mais me iria apaixonar.
Não há nada que consiga fazer contra isso. É a mais pura das verdades e na porcaria das casualidades, teria sempre o mesmo desfecho.
Só porque tu consegues alinhar tudo em mim. Só porque sabes bem como funciona todo o meu mecanismo e tens a tua forma de ser que tanto amo. Amei-te uma vez e poderia amar-te vezes infinitas. Poderia ser um eternamente bem terno. Poderia ser um risco tão grande que também poderíamos perder tudo o que temos. Só não perderia a memória das tuas palavras, da tua atenção, do teu sorriso, da tua voz e do teu toque.
Ah! Esse teu toque peculiar que me estremece o coração e o estilhaça em pedaços. Nunca chega a partir, mas complica imenso a capacidade de aceitar que não me aceitas.
Dói amar sem ser amado e esta é a coisa mais difícil de se encontrar em toda a vida.
No entanto, se vieres na minha direção, sabendo que tem tudo para correr mal, sabendo que as coisas não vão correr bem e o meu pobre coração vai novamente desmoronar-se em peças de um puzzle enorme, receberia-te da mesma forma nos meus braços. Mesmo sabendo que não era o certo, estaria lá por ti todos os dias, porque se há coisas que não consigo controlar é a forma de te amar, é a mestria de fazer de ti um poema inteiro e referência intemporal numa história que é a minha.
Agora escrevo para ti, mas escrevo para que saibas que te amo. Para que sintas que me esforço até por mim e me recomponho a cada passo teu na minha direção.
Suspiro e sorrio, porque tenho muito a perder se me deixar morrer por amor e ser um tolo romântico. Tenho muito mais para viver a ser feliz a teu lado.
Seja como for, deixo-te um bilhete para que não esqueças que algures alguém te ama e ter quer bem.
Só para que saibas!
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