Em dias obscuros e mais cinzentos, tentas apagar a dor com uma ou outra estupidez de uma forma tão invulgar que quando pensas no que fizeste rogas pragas a ti mesmo.
Nesses mesmos dias em que a razão é uma carta fora do teu baralho, tornas-te louco e intempestivo. De uma matéria demasiado incompreensível que transfigura uma certa burrice nos próprios atos. Trilhas esse tal caminho de uma ambígua insanidade e escondes-te do mundo real. A verdade é mais dura.
Magoa-te saber que estás a errar, mas sentes bem em errar, em seguir o caminho errado. Tens em ti adrenalina de algo que nem sabes bem o que é, mas segues sem sequer hesitar. Não olhas para trás e não queres saber do que te rodeia.
Mas tudo muda quando algo mágico acontece. Quando a magia nos prende na sua teia e nos apanha desprevenidos e desatentos, ficamos fracos perante uma ávida e perspicaz subtileza do destino.
Acontece sempre que cruzo os teus olhos. Por mais que saiba o que vou ver, vai ser sempre o suficiente para me apaixonar de novo por ti. Vai ser o suficiente para que derrubes o meu mundo e me faças render aos teus caprichos. Fazes de mim teu servo de um amor que é tão nosso e tão vasto.
Só que, desvio o olhar e perco-me novamente numa estrada vulgar sem ilusionistas e encantos. Sem o brilho dos teus olhos. Um caminho que se torna longo, sem sentido, sem nada por que lutar. Os teus olhos mostram-me o caminho para um mundo que é teu, o teu maravilhoso cantinho de sorrisos e descomplicações. Essa tua pequena caixa de brilhantes desejos. Sonhos que vivem numa simplicidade são notas dessa melodia que emanas.
Agora, sinto saudades do teu olhar para que saiba qual o caminho a seguir. Mas, ainda me encontro perdido. Sem um rumo certo para as minha pernas cansadas de percorrer em vão para te encontrar.
Preciso que numa dessas noites fria, me venhas aquecer e me dês a mão, unindo todos os sonhos que temos juntos. Encaixando as peças do puzzle que criamos e está fragmentado dentro dos nossos corações.
Hoje, vem ser parte de mim e prende-me com o teu doce olhar para que seja para sempre teu e nunca largues a minha mão para que não me perca ou caia num desses tantos caminhos incertos e negros que a vida às vezes erradamente proporciona
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