Tinha o sonho de ser um dotado para qualquer coisa, queria ser tudo, queria ter uma costela de cada coisa.
Mas poeta não podia ser, porque não respirava as palavras que a minha mente pensava.
Gostava de pintar no céu o mundo, pintar de acordo com a minha vontade, a minha alegria. Queria que fosse tão perfeito como um quadro que depois de acabado é perfeito em todos os sentidos, apesar de cada um ver com diferentes componentes e de diferentes panoramas, ele continua a ser perfeito.
Mas não podia ser pintor, porque não distinguia a cor dos sentimentos nem a cor da certeza do chão que piso.
Gostava de cantar, de entoar a voz ao mundo, irradiando a alegria máxima pelos cantos desta esfera terrestre. Compor uma melodia que percorresse todo o planeta com a mesma mensagem e que essa mensagem fosse a mais certa para toda a humanidade neste momento.
Mas não havia espaço para cantar, porque não consigo expelir a minha voz mundo além. Não consigo sequer soar o teu nome ao vento com as palavras magicas que o meu coração sente.
Gostava de ser médico para curar esta minha doença que me atormenta os sonhos e que me deixa sem saber o rumo e o caminho a seguir.
Mas, infelizmente sou eu que não quero ser esse médico, pois, o mundo é como é e os sonhos existem para nos manterem de pé, com ele podemos dar valor a tudo que nos rodeiam e podemos lutar por tudo que de melhor o mundo nos pode oferecer.
A nossa vida é uma dádiva, não se deve desperdiçar por mero acaso.
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