Põwhiri

Por
Os sonhos são feitos de fragmentos de uma vida que levamos sem destino programado.
São os mesmo que nos guiam com força de mais. Dão luz nas sombras da escuridão, dos negros dias que a monótona regra de viver nos impõe diariamente.
Foi essa a razão de voltar. Quando se é feliz, quer-se repetir o momento. Mas, é impossível repetir aquilo que foi feito noutros tempos, noutras vivências, com outras ideias.
O tempo levou a que tenha crescido e amadurecido, sem nunca mudar a genuinidade de quem sou e do que faço. Apenas, me tornou mais capaz.
Este projeto não é a continuação do anterior, muito menos algo semelhante. Será algo feito nas mesmas bases, no entanto, dentro de conceitos que aprendi ao longo destes anos.
Foram imensas batalhas que tive e vislumbrei. Foram muitos acordares diferentes e estranhas melodias que me deixaram inquieto no pequeno percurso que detive até hoje. Agradeço quem sempre me apoiou e, sobretudo, a quem ficou encantado por saber que iria reativar esta minha capacidade de juntar palavras entre linhas e parágrafos.
Continuarei fiel a minha genuinidade como referi e, por consequente, manterei a veia romântica, lírica e visionária presente nos textos que aqui apresentarei. Será expressamente partilhado parte do meu trabalho e trabalhos de quem merece destaque.
Um dia tive um sonho, e o que mais nos devemos alegrar é a forma de conseguir lutar por ele. Este é um canto de sonhos - Moe - significa isso mesmo na lingua Maori, uma cultura que conserva imensos valores ao longo dos anos, tal como nós, humildes humanos que detemos princípios até aos nossos últimos dias.
Negar o passado é esquecer quem somos. Os nativos são o começo de tudo e não podemos excluir das nossas agendas porque o sonho é comum.

Apenas um sorriso em conjunto.